Conto: As bruxarias de um alforriado

MDH 6

Um cidadão alforriado tirava de seu pequeno pedaço de terra colheitas mais abundantes do que as de seus vizinhos. Eles, que possuíam terremos bem mais amplos, não conseguiam tirar nem a metade daquilo que o alforriado colhia e viviam atormentados pela inveja. Assim sendo, terminaram acusando o alforriado de fazer passes de mágica e atrair as colheitas para seu campo.

Então o alforriado foi intimado a comparecer perante a justiça de Roma. Temendo ser condenado, ele foi  ao fórum com sua junta de bois em perfeita forma, seus instrumentos agrícolas com as relhas do arado e todas as duas ferramentas de trabalho.

– Romanos – disse ele – , estes são os meus feitiços…pois não posso mostrar a vocês nem trazer até aqui meus cansaços, minhas noites não dormidas e meus suores.

Ele foi absolvido por unanimidade e pôde retomar seu trabalho, tranquilamente.

Plínio, o velho.

Discutindo: O trabalho dos homens e sua vontade são os maiores “passes de mágica”. Eles são capazes dos milagres mais espantosos! Vemos aqui que o trabalho é um valor supremo. Será que, em nossas sociedades ocidentais, ele conservou o mesmo valor? O sucesso está sempre ligado ao trabalho realizado? Se desvalorizamos a noção de trabalho, quais serão as suas consequências?

Beijos Beijos

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8 comentários sobre “Conto: As bruxarias de um alforriado

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