Apenas um conselho!

HL-POESIA

Sua vida é o caminho que você constrói em seu coração. Em suas mãos está  a felicidade ou a desventura de seus ideais. Faça de seus pensamentos diários a benção de dias melhores. Dentro de você está a semente de sua autorrealização.

Beijos Beijos

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Conto: O lobo e o cão

HL-POESIA

Um lobo faminto errava pela floresta em busca de alimento, quando se viu face a face com um cão enorme, forte e bonito. Ele bem que o atacaria, mas o dogue era grande grande demais. Assim, o lobo preferiu abordá-lo humildemente. Até  elogiou sua bela pelagem e sua ótima disposição.

– Só depende de você ter uma boa saúde. – replicou o cachorro. – Abandone a sua raça, abandone essas florestas onde você morre de fome e venha comigo.

– Mas o que é que eu deveria fazer?

– Bem pouca coisa: espantar os mendigos, adular nosso dono…Em compensação, ele lhe dará comida e o cobrirá de carinhos.

O lobo, com o estômago roncando de fome, não acreditava naquela felicidade toda. E, sem mais demora, pôs-se a seguir o dogue. Todavia, no meio do caminho, ele notou que o pescoço do cachorro estava pelado.

– O que é isso ai? – perguntou ele. – Ah, isso não é nada. Nada demais!

– Mas eu insisto!

– É por causa da coleira em que eu fico preso…

– Preso? – exclamou o lobo.

– Você não corre por onde bem quer?

– Nem sempre, mas e daí?

– Dai que, na minha opinião, isso vale mais do que tudo no mundo. E por esse preço deixo sua comida pra você e até os maiores tesouros.

Com essas palavras, o lobo fugiu para a floresta, por onde parece que ainda está perambulando.

Jean de La Fontaine

Filosofando: O lobo preferia morre de fome a ficar preso na coleira. Não podemos ter tudo, é o que esta fábula nos ensina. E você? Quantas renúncias, quantas concessões está pronto a fazer na vida, a fim de ter dinheiro e boa posição?

Beijos Beijos

Conto: Os dois monges e a moça

HL-POESIA

Dois monges zen se preparavam para atravessar um rio a pé, quando deles se aproximou uma linda moça. Ela também queria atravessar, mas tinha medo da violência da correnteza.

Então, um dos monges, sorrindo, colocou-a em seus ombros e a transportou para a outra margem do rio.Seu companheiro o recriminou: uma monge não deve tocar o corpo de uma mulher…E, durante todo a caminho, não abriu a boca. Duas horas mais tarde, quando avistaram o mosteiro, ele avisou em tom de reprovação que ia contar ao mestre o que tinha acontecido:

– O que você fez é vergonhoso e proibido pela nossa regra!

Seu companheiro se espantou:

– O que é vergonhoso? O que é proibido?

– Como assim? Você esqueceu do que fez? Será não se lembra? Você carregou uma linda moça em seus ombros!

– Ah, foi! – lembrou-se o primeiro, rindo. – Você tem razão. Contudo, já faz umas duas boas horas que a deixei na outra margem, ao passo que você continua carregando-a em suas costas!

Conto Zen

Filosofando: O segundo monge não transportou a moça, mas, visivelmente, estava morrendo de ciúme, tanto que não conseguiu esquecer. Se ele não desobedeceu à regra com suas ações, desobedeceu em pensamento, e esse pensamento continuava a martirizá-lo. À sua frustração junta-se ainda o ciúme. Num plano moral, isso não é mais grave? Por outro lado, não há situações em que, para ajudar alguém, driblamos uma regra ou mesmo a lei dos homens?

Beijos Beijos